Hoje decidi que, em conformidade com a ultima coisa que postei, que como espécime comum humano, não consigo manter nada por muito tempo, porque até boas ideias para escrever, mas, e paciência? Disseram me que podia perder as ideias na minha cabeça, e é uma verdade, não que eu as perca, mas, vão ficando esquecidas num papel, quando as podia partilhar, mesmo que aqui não escreva a nú aquilo que penso, porque é um local público, mas, pode se dizer muita coisa, porque por mais temporárias que as palavras sejam, valem sempre qualquer coisa, quanto mais não seja o pensamento do qual elas nasceram. Assim vou divagar na manteiga, como se faz naquelas conversas muito intelectuais, que nós, universitários, temos na esplanada, como burguesinhos diletantes, que perdem o tempo, como eu, com grandes ideias que vão mudar o mundo, não sabemos muito bem de quem nem como, mas vão, porque somo poderosos ali naquelas cadeiras, sem fazer nada, porque temos aquele tempo para pensar nessas coisas, que, eventualmente alguém com força de vontade há de fazer algo, alguém, porque estamos sempre á espera de alguém, que por de trás daquelas brumas, depois de uma grande viagem...
A Viagem
A palavra viagem. Parece nos fútil, lembra nos férias, borga, uma infinidade de coisas. Mas para quem vê a vida como uma viagem, ou quem leva a vida como uma viagem, é uma palavra forte, que exprime a experiencia, o estranho que é passarmos sempre de uma lado para outro, não as fronteiras, somos nós que precisamos de ares diferentes. Não é um drama, nem uma má escolha de vida. Pode ser um ponto de vista, um ponto de vista que é sempre diferente.
Há quem não sinta aquela falta de assentar raízes. Onde é a minha casa? No mundo. A minha casa é aqui e agora, o meu irmão é este que esta nesta batalha comigo, e aquele que lutou ao meu lado na outra guerra, e todos aqueles que ficaram pelo caminho. Onde eu quero estar? Ali, noutro lado qualquer, mas quando me vou embora, foi mais um pouco que deixei para trás. O mundo é nosso, e mais importante, nós somos do mundo.
A viagem, essa eterna viagem, em busca de algo que nunca compreendemos muito bem, daquilo que não conhecemos e desejamos ardentemente conhecer, numa sede de adrenalina, porque deixamos tudo para trás, sem pensar duas vezes, atiramo nos de cabeça, e mesmo que ela bata no chão, e bate muitas vezes, limpamo nos e continuamos, á carga. Vendemos até a alma na procura incessante de algo que se pareça com um objectivo, quando no fundo, o que nos puxa é um horizonte longínquo de insatisfação porque sabemos que nunca nos vamos encontrar naquele sitio, que apenas retalhamos o corpo e o espírito nessa disputa com o destino só para entendermos a essência da vida, da viagem. Estou bem em todo lado, mas procuro sempre mais, será da rotina? A realidade é que não podemos fugir dela mesmo, mas escapamos dela, e sempre que conseguimos, uuaaaaaaaaaah, parece que foi dessa, mas aí torna se outra rotina, e fugimos outra vez. Queremos viajar, mudar de casa, pessoas, cheiros, mas o nosso cheiro é sempre o mesmo.
Não sei se é a viagem mesmo, se somos nós que queremos voar mesmo sem asas, mas queremos, e o desejo tem força. Por isso, tudo nos custa na vida, até quem não cria raízes cria paixões, mesmo que queiramos fugir delas, e é nessas alturas que nos sentimos mais nós, porque eu sei que vou voltar lá, nem que seja em pensamento, porque a minha vida é uma viagem, que faço sosinha e acompanhada, e porque se cruza nos caminhos de tantos que lutam comigo, que não são capazes de deixar de lutar contra ás malhas que os deuses tecem, mas que sabem jogar com elas, somos um nó, Um grande nó, incompreensível, que não espera ser desfeito, mas sim que aumente, porque o caos é necessário ao mundo, mesmo que o mundo não o compreenda. Somo as tentativas falhadas que um dia resultam, os alucinados que ás vezes acertam, os loucos que nem num psiquiatra se encontram porque são lúcidos, gentes que não se compreendem entre si, viajantes do mundo que anseiam pelas experiencias novas, e que eventualmente descobrem algo, não interessa o quê, mas eu tenho fé que descubram, e eu também.
Aos viajantes da vida e a uma muito especial.
É pura divagação ou loucura, mas são palavras que me fogem das mãos. E apeteceu me escrever, ponto.
segunda-feira, outubro 20, 2008
quinta-feira, março 22, 2007
João da Ega

E mais uma foto de um céu que parece cheio de fumos como a minha cabeça, tudo turvo, mas nem tudo o que parece é... (1/2/2007)
Ah João!! Ias me compreender??
Sabes como é? És brilhante, e consegues até perceber o teu amigo Carlinhos (Maias), ás vezes sinto me como tu. Não há tempo para fazer nada e há tudo para fazer, mas não se pode fazer tudo mas isso não torna as coisas reconfortantes, ou vida menos ingrata.
A escola e tal não nos deixa nem respirar, viagens da margem para lá e para cá, ler, ler ler, ouvir ouvir ouvir...escrever, apontar e anotar, e lá se vai qualquer resto da "pseudo-escritora" que há em mim. Sou fácil de derrotar, leva me tudo isto a crer. Mas João, tu ias perceber? Claro que ias. É tanta coisa para conhecer e sentir, tudo rapidamente e efemero, como a luz que vai e volta e nem se dá por ela...É sobretudo um novo ritmo de vida. Não mais dificil, é só mais um caminho, que rompe com outros por enquanto, nada é mais dificil, mas é tudo tão diferente.
Quantas vezes te deitaste a pensar que eras um perdedor João? Quantas noites em ansias só de pensar "amanhã vou escrever, ler aprender, FAZER!" e só podias fazer uma delas, quantas dias pensastes que ias á noite com quem te fazia brilhar os olhos mas todos os amigos se lembraram de fazer serão hoje...Ah João, quantas vezes!?Quantas vezes perdeste o rumo? A ambição? O caminho de volta, ou até mesmo os teus reais desejos?
João, da Ega, quantas horas ficaram por viver? E só tu o sabias, porque quem não sabe pensa que muito faz, mas não é nada quando comparado ás milhares de horas de pensamentos e viagens num mundo que ninguém conhece, o mundo das interrogações e desejos...Só em pensamentos perdes-te, não cabe tanta coisa nessa cabeça, não é João? Não há forma de tudo caber aí dentro, nem forma de organizar, nem forma de concretizar, é um impasse. E depois, torna-te, um diletante? Como te chamam? Diletante?
Tu percebes me João da Ega?
*
Simplesmente, a minha favorita personagem d'Maias. O Carlos era um tolo...
É a p*ta da divagação que a minha cabeça ultimamente não dá para mais nada...
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
É hoje
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
BUUUUH
Só uma foto que eu tirei com o telemovél no sitio mais improvável de se tirar uma foto com uma vista decente, mas afinal nos suburbios podem se ver coisas agradaveis O desespero de esperar...Impaciênte? Talvez um pouco.
Esta semana é só peripecias, só me apetece é gritarrrrrrrrrrrrrrrrre.
Hoje li numa parede de um café 'O único amor verdadeiro é o amor pela comida'. Parece dúbio?
Esta semana é só peripecias, só me apetece é gritarrrrrrrrrrrrrrrrre.
Hoje li numa parede de um café 'O único amor verdadeiro é o amor pela comida'. Parece dúbio?
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Frases...
" Hey também conheces aquela 'Fuck me I'm famous' ? "
Portanto a vida é hilariante...
Aquela era a musica da Miss Kittin, mas não deixa de ser uma linda frase...
Portanto a vida é hilariante...
Aquela era a musica da Miss Kittin, mas não deixa de ser uma linda frase...
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